Discurso de Posse

Discurso de posse (02/06/2011)

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Eminente Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil – Rio Grande do Norte, Ir.´. LUIZ GONZAGA DE OLIVEIRA, em nome de quem saúdo as demais autoridades maçônicas, aqui presentes.
IIr.´. 1º. E 2º. Vigilantes;
Venerável de honra da ARLS Jerônimo Rosado, Sebastião Jales, em nome de quem saúdo todos MM.´. Inst.´. presentes;
Deputados Federais; Deputados Estaduais, Gran.´. Ins.´. Gerais para o REAA; Mestres; Companheiros; Aprendizes; IIr.´. VVisit.´.
Coordenadora Estadual da Fraternidade Cruzeiro do Sul, fraterna MARIA DALVA DE OLIVEIRA;
Presidenta da Fraternidade Feminina Francisca Vasconcelos, senha VERIDIANA JALES CARVALHO, em nome de quem saúdo todas as Samaritanas presentes;
Sobrinhos, sobrinhas, convidados, meus senhores e minhas senhoras.
Ordinariamente hoje, dia de posse, são costumeiros os discursos empolgantes, as vezes longos e pouco objetivo, as promessas dando o tom do pronunciamento.
Para evitar essa vertente, que nem sempre agrada, resolvi utilizar esse racionado e precioso tempo que a vocês pertence, para agradecer a todos os irmãos da minha ARLS Jerônimo Rosado por terem confiado, a mim e a minha diretoria, os destinos desta Oficina, nos vindouros 24 meses.
Assim, agradeço a todos os obreiros desta Oficina, sem restrições, em particular aos IIr.´. Marcos Antônio Fernandes dos Santos; Geovani Carlos de Andrade; Daniel Victor da Silva Ferreira; Manoel Reginaldo da Rocha Júnior; Antônio Luiz de Souza e Narciso Ferreira Souto Filho, que juntamente com os demais oficiais, aceitaram o convite, para juntamente comigo formar a diretoria da Loja para a gestão que se inicia.
Quero agradecer ao Venerável de Honra Sebastião Jales por ter me indicado para sucessão e o apóio do Ir.´. Marcos Antônio Filgueira.
Somos agora, os legítimos representantes de todos que, participando ou não do quadro administrativo da loja, perfazem sua parte mais importante. Por que somos a própria Jerônimo Rosado.
Garanto que juntos nós podemos fazer o sonho virar realidade. Podemos transformar o impossível no relativamente possível; o discurso na ação; a imperfeição no compreensível, já que a nós não nos é dado o dom da perfeição – atributo restrito ao Grande Arquiteto do Universo. Mas, que isso não seja motivo de fraquejarmos na construção de um mundo melhor, a partir da construção do nosso Templo Espiritual cuidando; corrigindo e guiando os nossos irmãos no verdadeiro caminho maçônico.
Só seremos semi-perfeitos se estivermos em meios dos perfeitos. Somos responsáveis pela busca da perfeição, mas, também somos responsáveis se deixarmos alguém pelo caminho. Somente caminhando juntos, em uma unidade fraterna e sem acepção de qualquer um, é que chegaremos a nosso destino. Por isso é que, repito, precisaremos de todos vocês para alcançarmos nossos objetivos, que haverão de ser coletivos em sua fonte nascente e uno em sua efetivação. Objetivos que passam pelo continuo esforço de aperfeiçoamento dos ideais maçônicos, individuais e coletivos. E aqui incluo as ações da Fraternidade Feminina, imprescindível em qualquer gestão.
Em 10 de junho de 2006, quando cruzei os pórticos deste Templo para ser iniciado nesta ARLS, jamais imaginei que um dia pudesse estar à frente dos destinos desta loja. Logo eu, que nunca tinha guardado tão majestosa aspiração; logo a Jerônimo, a Loja com administração mais complexa. Nunca tinha passado pela minha cabeça que em meio a tantos Irmãos valorosos credenciados pela própria performece natural, decorrente de seu agir maçônico, fosse sobre mim recair tão honrosa atribuição. Deveras, puramente bondade dos meus Irmãos, que se esforçam para esconder os meus defeitos e se agigantam a procurar um fio de virtude em minha pessoa.
O que parecia tão distante aproximou-se, irradiou-me, ofuscou-me de uma forma tão estonteante que ainda não me dei conta do que está acontecendo. Seria a vaidade, que trago reprimida, que fiz questão de que nunca se alteasse na minha mente? Ou seria apenas alegria? Pois, meus IIr.´. este momento é tão divino que deixa qualquer um vaidoso. É um momento impar onde por mais que se queira reprimir, - nem que seja na ponta do olhar, - a vaidade extravasa. No meu caso, porém, vejo que é alegria de servir. É ALEGRIA puramente.
Pela primeira vez em minha vida me sinto maduro, pois meus irmãos como tal me reconheceram ao me escolherem para dirigir os destinos desta oficina.
Somente o amor fraterno, para em mim reconhecer a capacidade de ficar a frente de tamanha responsabilidade, de dirigir uma instituição que por ser milenar não poderá ser maculada. Tal o peso agora carrego. Mas, não estarei sozinho pois os maçons, em todas as suas empreitadas, pedem, como peço agora, a ajuda do G.A.D.U, que é Deus para me dar forças e sabedoria para enfrentar o mister que me foi confiado.
Se bem observado, esse curto discurso se pautou principalmente em agradecimentos. Agradecimento pela oportunidade de servir. Mas, juntamente também vai uma alerta. Não se faz um templo de uma só pedra. Sejamos, cada um de nós uma pedra polida na construção desta nova empreitada.

Meu muito obrigado.

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